A suspensão do projeto de instalação de em de um escritório avançado da Advocacia Geral da União (AGU) em Ponta Grossa pode ser revista a partir de junho deste ano. A fim de pleitear a demanda, representantes do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual reuniram-se na última sexta-feira (13/05), na Justiça Federal, com a procuradora-chefe da União no Paraná, Lucélia Biaobock Peres de Oliveira para discutir a possibilidade do serviço na cidade. A reivindicação é feita desde 2009 pelo Movimento e vai depender de condições como ampliação de vagas para concurso da AGU, finalização do grupo de trabalho e levantamento da suspensão de instalação de outras unidades.
O grupo de trabalho na AGU é encarregado de analisar a distribuição das vagas de advogados da União entre os vários escritórios avançados e também de avaliar a necessidade de instalação. A criação do grupo e o corte de gastos da União determinaram a suspensão de instalação de qualquer nova unidade.
A procuradora explica que tais condições pendentes prejudicam o avanço do projeto, mas ela esclarece que a AGU é uma demanda necessária para Ponta Grossa, que, no momento, é a única cidade do Estado reivindicando o serviço. “A sociedade civil está mobilizada, fator que não se vê em outros locais. Isso favorece no processo de instalação de uma AGU no município”, afirma Lucélia.
O presidente do Observatório Social de Ponta Grossa (OSPG), Ermar Toniolo observa a potencialidade do local para receber a unidade: “Nossa região tem cerca de 870 mil habitantes para atender”, diz. A procuradora lembra também que a instalação da AGU na cidade é estratégica, por evitar deslocamentos a outras cidades que já possuem o serviço, mas aponta como uma das dificuldades de implementação a proximidade de Ponta Grossa com Curitiba.
Sobre a questão da distância entre as duas cidades, o professor Sérgio Gadini acredita ser discutível, já que Maringá e Londrina são cidades próximas e ambas possuem unidades da AGU. “Precisamos saber onde e como podemos intervir para avançar o projeto, que é uma demanda da região”, assinala.
Antes do anúncio da suspensão, já havia disponibilidade de um Prédio para construir o escritório avançado. O assessor da Prefeitura Municipal, João Barbiero aproveitou a ocasião para reiterar a disponibilidade do poder público com a demanda. “Nós temos o espaço, pois temos vontade e interesse na instalação do AGU”, afirma Barbiero. A AGU oferece representação judicial e extrajudicial da União nas localidades que abrange, atuando em processos de combate à corrupção e implantação de políticas públicas.
Isadora Camargo
Assessoria de Comunicação do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual em Ponta Grossa
Nenhum comentário:
Postar um comentário