quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Certas percepções...

É estranho como uma mão, ou melhor, duas, podem chamar tanto atenção de uma pessoa! Annelize que o diga, que, assim como eu, tem uma forte “atração” por mãos, além de Cíntia, cujas mãos são belas demais. Elas dizem muito, até mais do que queremos ou pensamos.
O fato é que a admiração por ‘algumas’ mãos é mais acentuada e que em algumas situações isso causa dias dignos de serem lembrados. Quando se é domingo, então, melhor ainda, já que ‘domingão’ é um dia pacato, sereno, ou, bem diretamente, parado!
Domingo dia de ir à missa! Quase não vou à missa, não sei o que me deu naquele domingo! Na verdade foi uma necessidade de ter minutos de paz, garanto que se consegue isso em uma missa normal, mas esse não foi o dia de uma missa ‘normal’.
[Primeiro: onde vamos sentar? Olha ali, nos bancos do meio. Hum, excelente!]
Depois de achado o assento, prestar atenção no ‘tema’ da missa (se assim posso qualificar) é o próximo passo. No entanto, foi bem difícil. Na minha frente, sentava-se quem não podia sentar: a pessoa que me fazia lembrar a pessoa que não queria lembrar. :S
Não é tão confuso assim. Até a hora do 'levantar as mãos' para rezar o “Pai Nosso” estava tudo sobre controle, porém após esse momento as lágrimas desmoronaram dos meus olhos sob a minha face, sem o meu controle. “Petulantes!”, pensei sobre minhas lágrimas. Quem as havia mandado surgir ali, do nada. Fiquei brava!
Mas as entendo, as mãos eram exatamente iguais àquelas que um dia segurei fortemente com medo de perder... E acabei perdendo (não, ninguém morreu, é só saudosismo e perda do que, momentaneamente, parecia meu). O ser humano, ou alguns deles, tem um problema de possessão, não é mesmo?! Estranho! As percepções de algo ou alguém às vezes remetem possessividade.
Como é possível lembrar, fielmente, traços de mãos?! É compreensível?! Não sei, só sei que as mãos eram lindas e iguais, muito iguais. Não canso de afirmar o quanto elas se pareciam com as de outro alguém, tão especial quanto às mãos...Deu saudade.
Por isso das lágrimas que, incontrolavelmente, começaram a pular ali mesmo, no inicio da missa. Lutei contra elas até cansar, aí decidi deixá-las rolarem. Foi um momento nostálgico, uma lembrança que revivia, justo quando eu não queria reviver. Sim, é inútil lutar contra as coincidências ou destino (e eu estou bem mística...rs) e, principalmente, contra o tempo.
Tudo isso por causa de um “distúrbio mental” em gostar de mãos, das mais variadas (docentes, discentes, indecentes). Afinal, as mãos dizem muito sobre uma pessoa, contam histórias de vida. Bem cuidadas ou maltratadas; mais gordinhas ou mais fininhas; tímidas ou hiperativas (as mãos se movimentam lindamente, acredite!); enfim, elas podem ofender, mas, sobretudo, acolhem!
E o dono das mãos mal sabe disso...
ps: para Annelize Tozetto e, claro, Cintia Amaro (não podia deixar passar)!!
"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento" (Clarice Lispector)

3 comentários:

  1. AH COMO ASSIM??
    ¬¬
    ciume....
    eu tambpem amo mãos, reconheço quem você quiser pelas mãos u.u
    magoada.

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  2. Puxa vida, verdade Cintia! Vc é admiradora de mãos, também...tenho q me redimir e ditar o post..hehehe

    :)

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  3. Lindo post, Isaa!
    Eu gosto de mãos também! hahaha
    To com saudade, tiaa!!

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