sexta-feira, 22 de junho de 2012

Conferência e apresentação cultural abrem XV Seminário de Inverno de Jornalismo na UEPG


A conferência sobre tendências da segmentação jornalística contemporânea, da autoria da professora Kelly Prudêncio (UFPR), abre a XV edição do Seminário de Inverno de Estudos em Comunicação da UEPG, na segunda-feira, 25 de junho/12, às 18:30 horas, no Pequeno Auditório do Campus Central da Universidade Estadual de Ponta Grossa.
Kelly Prudêncio é coordenadora do Programa de Mestrado em Comunicação da UFPR, jornalista e doutora em Sociologia, que participou da primeira edição do Seminário, em 1998. “A conferência de abertura discute o tema do Seminário”, explica Sérgio Gaini, coordenador do evento. 
Outra atividade que marca a noite abertura do encontro é a peça de teatro “Fala comigo doce como a chuva”, com Ana Paula Schreider e Eduardo Godoy, no elenco, direção de Emerson Rechenberg. O texto, escrito em 1953, é do norte-americano Tennesse Willians com duração de 20 minutos. "A montagem é resultado do Curso de Iniciação ao Teatro, promovido pela Casa de Artes Helena Kolody (Irati/PR), realizada entre 2011 e 2012 em Ponta Grossa", explica Eduardo Godoy.
XV Seminário de Inverno de Estudos em Comunicação acontece entre os dias 25 e 29/06/12, e vai reunir 42 trabalhos, de 12 instituições universitárias de cinco estados do País. Na segunda-feira, as apresentações de trabalho começam logo após a apresentação cultural. Nas demais noites os trabalhos iniciam às 19 horas e encerram às 22:30 horas.
Seminário de Inverno é promovido pelo Curso de Jornalismo, Departamento de Comunicação e Curso de Especialização (Pós-Graduação) em Mídia, Política e Atores Sociais da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A partir deste ano, o evento também passa a contar com o apoio do Programa de Mestrado em Jornalismo da UEPG.
A coordenação assegura certificado gratuito aos participantes que registrarem um mínimo de 75% de participação. Já os autores (e co-autores) de trabalhos terão direito, além de certificado de apresentação, a um exemplar dos Anais do XV Seminário de Inverno, em versão digital (com registro ISSN).

Outras informações:
Agência de Jornalismo UEPG (42) 3220 3361 ou agenciadejornalismo@uepg.br

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Polícia Federal completa um ano em Ponta Grossa

O Movimento Campos Gerais de Igual para Igual parabeniza a Polícia Federal, por um ano de trabalho em Ponta Grossa completado no último sábado, dia 28 de maio. Durante um ano de implantação, o serviço da PF garantiu a população local 206 inquéritos instaurados, 265 cartas precatórias e 5.163 passaportes emitidos.

Com a criação do órgão houve aumento das demandas de emissão de documentos e também processos da área criminal, além de medidas de combate ao tráfego de drogas e contrabando na região. O serviço abrange 21 municípios dos Campos Gerais. Pelas dificuldades em desenvolver ações nas ruas da cidade, a expectativa e uma das lutas do Movimento é que a Delegacia da Polícia Federal receba mais delegados e agentes para atender as necessidades crescentes da comunidade da região.

Em um ano, a PF prendeu 48 criminosos, apreendeu 37 automóveis e 700 quilos de entorpecentes na região.

Movimento Campos Gerais continua com ações pela DPE na região

A partir de 2012, o Paraná terá o serviço da Defensoria Pública do Estado (DPE). Agora, o Movimento Campos Gerais de Igual para Igual realiza ações de vigilância para que a lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado e sancionada pelo governador Beto Richa, que instituiu o órgão no dia 19 de maio, seja efetivada. O primeiro passo é a organização de um encontro, ainda em definição, que reunirá representantes políticos do Estado.

Entre as discussões que o encontro irá abordar, a conquista da DPE e a possibilidade de interiorização do serviço será uma delas. O órgão prevê assistência jurídica gratuita à população de 148 comarcas, nas quais Ponta Grossa está incluída. O Movimento junto a representantes da sociedade civil reivindicam essa assistência desde 2009.

Uma das ações, em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil subseção de Ponta Grossa (OAB-PG), foi a realização de um debate em prol a instalação do órgão no Estado. A repercussão do evento resultou em uma Carta Aberta em defesa da criação e da ampliação da Defensoria Pública da União.

Com a criação do serviço no Paraná, o Movimento Campos Gerais de Igual para Igual legitima uma das bandeiras que defende na região. De acordo com o juiz federal da 2ª vara, Antonio César Bochenek, representantes do Movimento continuarão atuando pela legitimidade do serviço a partir de 2012. “O primeiro passo foi dado. Agora é necessário estarmos vigilantes para que a lei seja efetivada e as pessoas possam contar com um serviço de qualidade no atendimento e acompanhamento das demandas judiciais e extrajudiciais daqueles que necessitam do auxílio da DPE“, enfatiza Bochenek.

O juiz também lembra que é importante a atenção quanto ao número de profissionais que serão deslocados a cada comarca e a estrutura de trabalho a ser desenvolvida. A princípio, a lei prevê a criação de uma ouvidoria externa e contratação por meio de concurso público de 333 defensores públicos e 426 assessores jurídicos e administrativos.

O Paraná é um dos últimos estados brasileiros a receber a Defensoria, 23 anos depois do direito estar garantido sob a constituição brasileira de 1988. Enquanto se espera a instalação, representantes do Movimento irão continuar pleiteando a interiorização da Defensoria Pública da União, agindo na região dos Campos Gerais. O coordenador do Movimento, Henrique Hennenberg destaca a importância da conquista para o Estado, mas também lembra que a região precisa ser contemplada. “Ponta Grossa e outros municípios dos Campos Gerais necessitam dos serviços prestados pela DPE, como de outros órgãos que ainda a região não possui, pelos quais o Movimento continuará lutando”, afirma.

Isadora Camargo

Assessora de Comunicação do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual em Ponta Grossa

Movimento pleiteia instalação da AGU em Ponta Grossa

A suspensão do projeto de instalação de em de um escritório avançado da Advocacia Geral da União (AGU) em Ponta Grossa pode ser revista a partir de junho deste ano. A fim de pleitear a demanda, representantes do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual reuniram-se na última sexta-feira (13/05), na Justiça Federal, com a procuradora-chefe da União no Paraná, Lucélia Biaobock Peres de Oliveira para discutir a possibilidade do serviço na cidade. A reivindicação é feita desde 2009 pelo Movimento e vai depender de condições como ampliação de vagas para concurso da AGU, finalização do grupo de trabalho e levantamento da suspensão de instalação de outras unidades.

O grupo de trabalho na AGU é encarregado de analisar a distribuição das vagas de advogados da União entre os vários escritórios avançados e também de avaliar a necessidade de instalação. A criação do grupo e o corte de gastos da União determinaram a suspensão de instalação de qualquer nova unidade.

A procuradora explica que tais condições pendentes prejudicam o avanço do projeto, mas ela esclarece que a AGU é uma demanda necessária para Ponta Grossa, que, no momento, é a única cidade do Estado reivindicando o serviço. “A sociedade civil está mobilizada, fator que não se vê em outros locais. Isso favorece no processo de instalação de uma AGU no município”, afirma Lucélia.

O presidente do Observatório Social de Ponta Grossa (OSPG), Ermar Toniolo observa a potencialidade do local para receber a unidade: “Nossa região tem cerca de 870 mil habitantes para atender”, diz. A procuradora lembra também que a instalação da AGU na cidade é estratégica, por evitar deslocamentos a outras cidades que já possuem o serviço, mas aponta como uma das dificuldades de implementação a proximidade de Ponta Grossa com Curitiba.

Sobre a questão da distância entre as duas cidades, o professor Sérgio Gadini acredita ser discutível, já que Maringá e Londrina são cidades próximas e ambas possuem unidades da AGU. “Precisamos saber onde e como podemos intervir para avançar o projeto, que é uma demanda da região”, assinala.

Antes do anúncio da suspensão, já havia disponibilidade de um Prédio para construir o escritório avançado. O assessor da Prefeitura Municipal, João Barbiero aproveitou a ocasião para reiterar a disponibilidade do poder público com a demanda. “Nós temos o espaço, pois temos vontade e interesse na instalação do AGU”, afirma Barbiero. A AGU oferece representação judicial e extrajudicial da União nas localidades que abrange, atuando em processos de combate à corrupção e implantação de políticas públicas.



Isadora Camargo

Assessoria de Comunicação do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual em Ponta Grossa

Representantes cobram órgãos federais para Ponta Grossa

Representantes do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual (MCG), Ordem dos Advogados do Brasil Subseção Ponta Grossa (OAB PG), Conselho de Entidades e Associação Comercial, Empresarial e Industrial de Ponta Grossa (ACIPG) reuniram-se quarta-feira (23/03), com o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT/PR), Dr. Ney José de Freitas, para discutir a implantação de um Fórum Trabalhista na cidade.Na ocasião, o presidente do TRT/PR se comprometeu em reforçar as solicitações aos deputados federais eleitos pela região de Ponta Grossa para que viabilizem recursos federais para a obra.

Freitas também destacou que até abril deste ano será iniciada a construção do prédio da Justiça do Trabalho: "Estou lutando por Ponta Grossa. É preciso de uma boa base parlamentar no município para legitimar os apoios e a garantia de emendas, pois a obra precisa de recurso. Mas ela vai começar. Ponta Grossa é minha prioridade", afirmou o presidente.

O coordenador do Movimento Campos Gerais de Igual para Igual, Henrique Hennenberg, acredita que é importante a sociedade cobrar por serviços públicos que ainda não estão instalados no município, principalmente, de representantes políticos da cidade ou que tiveram um número significativo de votos na região. "Na reunião com o presidente do TRT PR, nós representamos a sociedade civil pontagrossense, que não pode ser esquecida entre os outros municípios. Por isso buscamos apoio e compromisso com a causa", enfatiza Hennenberg.

Após a realização do Ato Público em Defesa da criação do Fórum Trabalhista de Ponta Grossa, que aconteceu no dia 25 de fevereiro, algumas lideranças políticas assumiram o compromisso de pleitear verba necessária para construção do prédio, que abrigará serviços como Ministério e Justiça do Trabalho. Parte da verba foi garantida e o terreno para a construção delimitado, no entanto, a obra ainda não começou.

O presidente da ACIPG, Marcio Pauliki comentou que é preciso se preocupar cada vez mais com as questões que envolvem a cidade. "O momento é de Ponta Grossa. Hoje, com o Conselho de Entidades, temos entidades reunidas para reivindicar necessidades do município. A preocupação não é só fazer a emenda, mas também verificar se ela está sendo destinada de maneira correta". Ponta Grossa, Londrina e Cascavel são as únicas cidades paranaenses que não possuem Fórum Trabalhista.


Isadora Camargo

Assessoria do Movimento Campos Gerais...de Igual para Igual

Ato público pede construção do Fórum Trabalhista de Ponta Grossa

O Movimento Campos Gerais de Igual para Igual (MCG), a Ordem dos Advogados subseção de Ponta Grossa (OAB PG) e entidades locais organizam um Ato Público em Defesa da construção de um Fórum Trabalhista na cidade. O Ato acontece na sexta-feira, dia 25 de fevereiro, às 16 horas, na Câmara de Vereadores. A ideia é pressionar a bancada federal para que faça emendas parlamentares para conseguir parte dos recursos necessários para construção do espaço. A obra é estimada em R$6 milhões.

O compromisso com a construção do Fórum Trabalhista já havia sido assumido através de emendas parlamentares, no entanto ainda não saiu do papel. A verba que era para ser destinada para essa necessidade foi repassada para a realização de outras demandas e a instalação do Fórum em Ponta Grossa ficou pendente.

O Movimento Campos Gerais de Igual para Igual defende a construção do prédio desde 2009. O coordenador do Movimento, o advogado Henrique Hennenberg, enfatiza a importância do Ato Público para legitimar a demanda, já que o prazo para a garantia da construção espira em abril. “Nós estamos sendo tratados em desigualdade, pois o dinheiro que havia sido prometido foi gasto. Nesse sentido é importante realizar uma reivindicação por algo importante para sociedade”, destaca Hennenberg.

Os 30 deputados federais foram convidados para participar do Ato. O objetivo é fazer com que a classe política atenda essa preocupação social. O coordenador do Movimento também explica que independente dos partidos dos deputados e demais políticos da cidade, é importante que o Ato repercuta e tenha representatividade na sociedade.

Outros movimentos sociais e entidades locais também apoiam a construção do Fórum Trabalhista. O porta-voz do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral de Ponta Grossa (MCCE PG) atenta para a importância da participação da população no Ato Público: “Essa é uma luta social em que é necessário toda a população exercer o papel de cidadão, caso contrário o Fórum será uma demanda esquecida para esse ano”, diz.

De acordo com o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Mozart Artmann, o Ato Público representa uma forma de dar voz às necessidades da população, sendo que participação a estudantil é extremamente importante. “Essa luta também faz parte do interesse dos estudantes. Nós do DCE apoiamos a defesa pela construção do Fórum e já estamos mobilizando os estudantes de alguns cursos como jornalismo, direito, história e biologia”, afirma Mozart.

Durante o Ato haverá uma coleta de assinaturas para garantir o apoio da sociedade na construção do prédio. Representantes de instituições de ensino superior, Ministério do Trabalho, poderes Executivo e Legislativo local, estadual e federal foram convidados para participar do Ato Público.

Isadora Camargo
Assessora de Comunicação dos Movimento Campos Gerais de Igual para Igual em Ponta Grossa 

quarta-feira, 5 de maio de 2010

FICHA LIMPA: Texto principal é aprovado, mas discussão de destaques prossegue hoje (05)

Com 388 votos, o substitutivo do deputado José Eduardo Cardozo, da Ficha Limpa, foi aprovado na noite desta desta terça-feira. Apenas um deputado, Marcelo Melo, votou contra a proposta, por engano, na hora de digitar o voto, de acordo com o presidente da Casa Michel Temer. O próximo passo, acordado entre os líderes partidários, será a votação dos doze destaques apresentados ao texto, na sessão de hoje.

O presidente da Câmara, Michel Temer, definiu a aprovação do projeto como uma demonstração de que "sem um Congresso forte e soberano não há democracia, principalmente quando se trata de um Congresso sensível como o atual."

Já o MCCE, aguarda a finalização da tramitação na Câmara dos Deputados. A direção do movimento é favorável ao texto elaborado por José Eduardo Cardozo. Pontos importantes como o que trata de efeito suspensivo para condenações, foi inclusive discutido com membros do MCCE, antes da apresentação da matéria na Comissão de Constitutição e Justiça (CCJ). O MCCE espera conhecer os doze destaques hoje, antes da votação em plenário, com a expectativa de que o projeto não seja desconfigurado.

O texto original foi proposto pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) em setembro de 2009 e recebeu 1, 6 milhão de assinaturas de apoio, coletadas em todo o país. Ontem, a entidade Avaaz, parceira do MCCE, entregou mais 2 milhões de assinaturas coletadas no site da instituição (www.avaaz.org.)

Fonte: Assessoria de Comunicação SE-MCCE

Expectativa de quarta-feira (5) é a votação de 12 destaques

Depois da aprovação absoluta do projeto de lei da Ficha Limpa, no fim da noite de terça-feira (04), a expectativa se concentra na votação de doze destaques, propostos pelos líderes partidários. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) pretende conhecer as sugestões antes da votação, prevista para o fim do dia. “Estamos em diálogo permanente com os deputados para que a lei aprovada seja a desejada pela sociedade brasileira”, afirmou a diretora da Secretaria Executiva, do MCCE, Jovita José Rosa.

Ainda hoje, o movimento se reúne com alguns senadores que apóiam o projeto, dando continuidade à discussão da matéria para que o Senado vote com rapidez. O MCCE não descarta a chance do projeto ser aprovado e sancionado pelo presidente Lula a tempo de valer para 2010, ou seja até junho. O prazo seria até as convenções partidárias.

Dos 390 deputados que participaram da sessão de ontem, 388 votaram a favor do projeto. Outros 123 parlamentares faltaram à sessão.

Acompanhe abaixo os deputados federais paranaenses que participaram da votação, por estado:


Paraná (PR)
Abelardo Lupion DEM Sim
Alceni Guerra DEM Sim
Alex Canziani PTB Sim
Alfredo Kaefer PSDB Sim
Andre Vargas PT Sim
Assis do Couto PT Sim
Cassio Taniguchi DEM Sim
Cezar Silvestri PPS Sim
Chico da Princesa PR Sim
Dilceu Sperafico PP Sim
Dr. Rosinha PT Sim
Eduardo Sciarra DEM Sim
Giacobo PR Sim
Gustavo Fruet PSDB Sim
Hermes Parcianello PMDB Sim
Luiz Carlos Hauly PSDB Sim
Luiz Carlos Setim DEM Sim
Marcelo Almeida PMDB Sim
Moacir Micheletto PMDB Sim
Nelson Meurer PP Sim
Odílio Balbinotti PMDB Sim
Osmar Serraglio PMDB Sim
Ratinho Junior PSC Sim
Reinhold Stephanes PMDB Sim
Ricardo Barros PP Sim
Rodrigo Rocha Loures PMDB Sim
Takayama PSC Sim
Wilson Picler PDT Sim


Total Paraná: 28


Fonte: Assessoria de Comunicação da SE- MCCE.

sábado, 23 de maio de 2009

Por onde andei

O Ventura esteve abandonado durante esses meses devido a atividades (acadêmicas), mas retorno à ativa naquele que é o instrumento onde desenvolvo meus pensamentos mais intersubjetivos, minhas vivências, minhas paixões, enfim as melhores coisas, pessoas da minha vida. Começo, então, a ser bem específica.
Um semestre se foi. Hora de mudanças! Mudanças de casa, mudanças de hábitos.
Rever os amigos, família..enfim é sempre bom ficar perto das pessoas que precisamos estar próximas durante todo o ano! E o ano? O ano tá correndo para variar, está se fazendo produtivo: aprender com dor (como já diziam os mestres).
As férias? Essas chegam para confortar o cansaço e o stress produzido em seis meses.
Saudade que não passa. Quando não é do pessoal que não vemos a anos, é daqueles que estão em outras cidades, os quais nos aproximamos e não conseguimos mais nos distanciar. Eita coisa inexplicável.
Sem mais!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Influência de Bandeira

.: Estou farta do lirismo comedido. Eu quero uma prosa eloquente, uma poética desconcertante, uma dissertação livre, ardente. :.

Influência de Bandeira

.: Estou farta do lirismo comedido[/i]. Eu quero uma prosa eloquente, uma poética desconcertante, uma dissertação livre, ardente. :.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A folia termina hoje

“Todo carnaval tem seu fim”, já diz a música. Do Iapoque ao Chuí, o Brasil vive intensamente essa época. Em Salvador, os blocos e trios elétricos movimentam os foliãos, que no ritmo da ‘Ivetinha’ seguem rumo ao Farol da Barra em diante. Mais pra baixo do mapa, no Rio a Marquês de Sapucaí fica enfeitada de alegria, de cor e de luxo (fantasias, alegorias cada vez mais caras!), em São Paulo o sambódromo constrói tradição assim como no Rio e por aí vai...
As praias ficam lotadas de turistas. O tempo é de batuque, de samba e de liberdade. O carnaval é mesmo um período do ano em que as pessoas liberam a energia e despertam o furor do agito em qualquer lugar que seja, até aqueles que não apreciam a “estação do ano” (pois já virou estação..rs) dão um jeito de descansar e curtir de outras maneiras, formas alternativas, eu diria.
No Brasil a impressão é que se tem que as atividades começam após o carnaval, agora é a hora de tudo começar a voltar a normalidade. Acabou a folia, teoricamente.
Mas o trabalho árduo começou nesses dias para aqueles responsáveis pela limpeza e conservação das mais diversas cidades do país. E como trabalham, rápidos e ágeis, merecem todos os parabéns e respeito dos foliões.
Bom, a vida pode começar porque o sonho do carnaval chega ao fim nesse ano de 2009...
"O povo toma pileques de ilusão com futebol e carnaval. São estas as suas duas fontes de sonho." (Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O dom de namorar palavras

Várias idéias organizadas no dead line, mais uma vez. Pensei muito sobre o tema para iniciar a semana, pois durante ela temos uma gama de variedades... Mas aí não teve jeito, continuo na saga da linguagem, afinal é interessante viajar sobre as palavras!A língua portuguesa é composta por cerca de 400 mil palavras. Sim, são infindáveis letras combinadas e carregadas de significado e usadas por nós, às vezes de maneira boa ou ruim, depende do estado de espírito de cada um, aliás, tudo depende... heheheUma questão a se refletir é a de que as palavras conferem status! Não sei se isso é bom, porém acontece. Quantas e quantas vezes vemos algumas pessoas pronunciando sílabas inacabáveis, incomuns e que aos ouvidos soam diferentemente do que o dia-a-dia está habituado.Por exemplo, acobilhar, que diga-se de passagem não é nem reconhecido pelo programa de texto do computador, é o mesmo que acolher, agasalhar. E o mesto? Mesto é aquilo que causa tristeza, nesse caso acho que até combina, porque convenhamos, ô palavra feia, e triste!!! Por aí vai o mar de palavras exóticas, desconhecidas e complicadas, mas que causam na mente das pessoas algo como atração pelo diferente, é como se as palavras agissem feito imã e, ainda por cima, remetem pompa!Qual é a relevância de saber palavras difíceis?! Pode até ser bonito, elegante, mas e daí?! Na maioria das vezes parece prolixo, as situações devem ser representadas, reportadas de maneira mais simples possível, pois assim atinge um maior número de pessoas compreendendo diversos assuntos. Parece tão mais solidário, não acha?!Outro fato importante é a capacidade de admirar e repugnar palavras. Isso é incrível! Os “palavrões” são chamados palavrões, mas não são palavras metricamente grandes. É ilógico como as palavras podem admitir tantos sentidos, conotativos, denotativos, ambíguos e assim sucessivamente. No meu caso, odeio aquela palavrinha chula de apoio: car@#$%lho, é horrível! Confesso ter um enorme pudor sobre ela, mas enfim tem gente que gosta...de falar!E há o contrário: amor, saudade, imensurável, benevolente, entre outras lindas! Repara a sonoridade, o arranjo de letras, é quase uma melodia lexical. A semiótica, a semântica é um verdadeiro luxo, sob esse aspecto. O que seria dos grandes poetas sem essa mistura redonda de letras?!
E em relação a isso, encontrei um artigo no blog chamado“Logopéia” ( o link está no final da matéria) muito interessante que fala sobre a “Luta Social das Palavras”, um verdadeiro movimento para entender o que as palavras significam “porque as coisas em si não significam nada”. Isso é o que há de inovador e verdadeiro! Excelente abordagem de idéia!Bom, a verdade é que as palavras são com as pessoas. Ou você as ama e as usa ou as odeia e nem as mentaliza! Sem mais...
http://logopeia.wordpress.com/2008/02/22/luta-social-pelo-significado-das-palavras/

A deficiente idéia da estigmatização

“Oe, oe, oe, eu sou mais indie que vocêOe, oe, oe, eu sou o King dos blasês...”. Há dias, vi uma matéria em um caderno especializado do jornal Folha de S. Paulo, de 2006 (peço desculpas pela imprecisão) sob o título “Indies”, contendo cinco passos designados como se fossem instruções para se qualificar um(a) indie.Mas, partindo-se do princípio, o que é indie?
Segundo “Indie Blog”, disponível em http://indieposts.blogspot.com/2007/10/cultura-indie.html, o conceito surge na década de 50 nos EUA, para identificar bandas independentes: “Com o tempo foram abreviados para Indie, que agora não se refere só a musica, mas a um estilo de vida que engloba música, moda, comportamento, mito e lugar”.
Mas de onde surge tanta estigmatização? Os estereótipos cansam demais. As “modinhas” são clichês e surgem em uma sociedade que, teoricamente, é plural, onde as culturas divergem e, ao mesmo tempo, fundem-se. Então, questiona-se sobre os preconceitos, que diante dessas “modinhas” tornam-se, cada vez mais, evidentes e mesquinhos, quando a maior preocupação é o porquê buscar certos modelos de vestimenta, estilos, gostos, que a princípio não são nada originais, nem criativos.
Seria dogmático falar em criatividade, que é uma idéia ampla, dependente da individualidade de cada indivíduo, por isso não amplifico a discussão, já que meu objetivo não é esse. O assunto pode ser visto de diversas maneiras sob diferentes aspectos, por isso o critério não é “detonar” um estilo ou discorrer sobre ele, mas sim mostrar como um exemplo rende pano pra manga, podendo servir de base para mais uma reflexão, contraditória, talvez.
O fato é que muita gente pode ter traços da personalidade qualificadas como características que referenciam os indies (não sei por quem e nem por quê), mas nem por isso serem “indies”, é compreensível?! Afinal, já afirmava o jamaicano Stuart Hall, como a identidade de cada um é fragmentada.
No entanto, percebe-se na mídia uma influência contrária a fragmentação. Por exemplo, a abordagem simplista sobre os “indies” feita pelo jornal Folha de S. Paulo, que sugere, pelo menos a mim quando li, uma tipificação dos indivíduos. Quer dizer que agora há passos básicos para se transformar em algo pré-determinado de maneira a se inserir e adequar-se em grupos na sociedade. É, realmente, uma forma de adequação? Não sei. São outros devaneios que vão longe, bem longe.
Logo, não sei o que pensar sobre essas questões. O quanto a estigmatização pode ser grotesca, porém, ao mesmo tempo, o quanto ela se espalha e se torna aceitável entre as pessoas.Caramba! Para quê tanta luta e discussão sobre a preservação das diferenças? Parece tão mais fácil concordar com uma serialização, tão mais cômodo amplificar um conceito e deixá-lo tão efêmero...Aí começa outra viagem.

Para finalizar, a questão não é se ser indie é bom ou ruim. Na verdade, os indies são um exemplo do que está acontecendo com a repercussão das “modinhas” através da deturpação de certos conceitos, palavras, durante as últimas décadas, pelas pessoas, pelos veículos midiáticos, enfim.A crítica às “modinhas” (e isso não é pejorativo) é baseada na esperança de um estímulo para uma influência consciente dessa gama de “novidades” que ascendem, e não uma mera injeção da contemporaneidade, que se prolifera como um vírus e vicia como uma droga.
“Confrontar é sempre mais eficiente”, já dizia Nilson Lage, em seu livro “O Texto da Reportagem”. Sem mais.

Democratizar a mídia: um desafio pendente


Movimentos sociais e entidades da sociedade civil realizaram a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação pelo sexto sexto ano consecutivo. Neste ano as atividades foram focadas na luta pela realização na Conferência Nacional de Comunicação e na revisão do processo de concessão de rádio e TV.Depois da queda do muro de Berlim e o previsível fim da bipolarização do mundo, os meios de comunicação, aparentemente, foram democratizados. O acesso a eles está bem mais fácil e qualquer pessoa pode usar seu celular ou câmera digital e mandar um vídeo para o jornal ou a foto para uma revista, por exemplo. As pessoas se sentem mais inseridas na produção na notícia e no cotidiano do país.Acontece que essa democratização é limitada de acordo com os interesses das agências de comunicação.
O espaço de um canal é nosso. O espectro magnético, ar, por onde as ondas de rádio e TV passam é espaço concedido às empresas da mídia. A discussão sobre a concessão desses espaços tece o ambiente midiático e é recente quanto à aprovação pela democracia dos meios de comunicação .Para mudar o cenário de mecanismos de controle do mercado de comunicação no país, a população deve participar da definição de como e por quem esse espaço deve ser ocupado. Os grupos e movimentos sociais são apoiadores da questão da democratização.A sociedade precisa ser igualitária, já que o acesso, teoricamente, é público. Uma solução para o acesso democrático dos meios são os meios alternativos de comunicação, a chamada mídia independente que é o tipo de mídia que não está sob o controle de grandes grupos de comunicação, e que não está vinculada a compromissos com anunciantes, grupos políticos ou instituições governamentais. Ela vai em contra-mão a Mídia Corporativa (ou "Grande Mídia").A rádio comunitária é um meio alternativo de comunicação constituído através de entidades que tem a concessão legal para transformar em baixa freqüência, sendo seis anos de luta das rádios comunitárias pela outorga de rádio e TV, ou seja, a democratização da comunicação.A questão da democratização acompanha esse tipo de mídia. As emissoras da rede comercial não estão cientes da realidade social, operando na sociedade, porém não abrem espaço para ela. Nesse cenário, o público torna-se alvo da comunicação. Enquanto as rádios comunitárias sobrevivem com o apoio cultural (fonte de renda condizente com as necessidades do veículo, ou menos, mas sempre algo que não caracterize lucro), Mas esse apoio, além de insuficiente, muitas vezes é falho. Existem problemáticas quanto à concessão de rádios na mesma freqüência. Em uma sociedade moderna cheia de aparatos tecnológicos, as rádios comunitárias são colocadas na indigência.As concessões de rádio têm que ser renovadas a cada dez anos e as de TV a cada 15. Duzentos e vinte e cinco processos foram encaminhados para o Senado e apenas 38 renovados. A regulamentação é falha ao fiscalizar tais concessões.Muitas são as reivindicações sobre a democratização da mídia, recentemente, para essa questão ser pautada nas Assembléias Legislativas. É uma discussão técnica e política para identificar o que é preciso ser sanado para que haja maior pluralidade, regionalização e independência.A proposta é que os três sistemas midiáticos: estatal, comercial e comunitário; estejam em equilíbrio ao reformar o sistema de comunicação do país para interesse e participação do povo. O cenário dos meios alternativos de comunicação precisa de força conjunta da sociedade para que esta atividade inicial torne-se realidade, fazendo valer as defesas colocadas em voga.A luta pela democratização está aí: permeando nossos dias. O objetivo é que a sociedade participe ativamente levantando essa bandeira. Não é utopia, não! É uma forma de tentar deixar melhor locus midiático/público no qual todos nós estamos envolvidos ou inseridos (a leitura, aqui, fica a vontade).

Catracas da vida moderna

Um dos temas dominantes de nossa época é o controle cada vez maior sobre a vida humana, através de diferentes mecanismos de dominação presentes no nosso cotidiano. Esse fenômeno, que filósofos contemporâneos como Michel Foucault chamam de “sociedade de controle” pode ser sentida e interpretada de diferentes maneiras.A vida humana vem sendo, cada vez mais, controlada. Esse controle ocorre através de diferentes mecanismos: bancos, shoppings, ônibus ou metrôs; somos constantemente filmados, contados, observados. Além das catracas reais como aquelas que encontramos nos estádios, nos ônibus existem as catracas invisíveis que se manifestam de diversas formas. Há o controle que nós mesmos realizamos em nossa rotina, principalmente, obedecendo a horários, entre outros que são determinados por nós e que contrariam a liberdade dos indivíduos.Muitas vezes, a catraca é “desejada” pela própria população como forma de evitar o caos para o qual caminharia uma sociedade sem controle algum.Há, também, catracas inoperantes e uma delas é o governo que, ao deixar de investir em educação, saúde, funciona como empecilho para o desenvolvimento do país. Tais catracas devem ser destruídas.Finalmente, seja qual for o tipo de ‘catraca’, ela deve ser eliminada para a evolução humana. O homem tem poder de decisão, portanto pode descatracalizar a própria vida, valorizando, assim, a liberdade consciente, segura. Logo, os obstáculos, realmente, desaparecerão e as catracas serão fáceis de serem ‘manipuladas’.(ps: Texto escrito em 2007. O tema continua atual, porém fica uma proposta de reflexão sobre essa perspectiva, seria outra utopia? Acho que começarei fazer rankings próprios de temáticas utópicas...rsrs)

Conversas sobre a crise

A crise econômica assola todos os cantos do mundo, mesmo não atingindo diretamente esses cantos. A questão é que a coisa está tão terrível que até às 3h da manhã (um horário peculiar) essa conversa surgir com um tom de ‘inconformação’ e espírito de mudança entre dois mais novos ‘amigos’.Um deles começou relatando a situação dos estudos sobre tal situação mundial e quanto desemprego e tristeza isso tem refletido na vida dos tantos e tantos prejudicados...O outro, atento as informações, refletia e tirava suas conclusões paulatinamente, concordando com o colega. “A coisa tá feia! É de dar desgosto na gente”.O papo perdurou mais alguns, preciosos, minutos. O primeiro continuou falando que o pior de tudo é que as pessoas, em sua maioria, desconhecem a verdadeira culpa, se é que se pode dizer dessa forma. O capitalismo/neoliberalismo é bombardeado como principal causa da situação problemática (como se agora adiantasse a implantação de um regime socialista) e que a instabilidade e a falta de perspectiva para o futuro são as novas maneiras de vida de muitas populações, que um dia com o dólar em um dinamismo letal não tiveram mais esperanças (ou ainda as preservam com a vitória de Obama), enfim...A culpa, já dizia o amigo ao outro, é também do governo norte-americano, que não estava preparado para enfrentar um rombo econômico gigantesco como esse e por não ter planejado uma forma alternativa para servir de alicerce contra esse desmoronamento da economia, e mais de vidas e de sonhos. Por exemplo, se ao invés de financiar 100% dos imóveis, em sua época áurea, à população estadunidense, financiasse 80%%... Essa era a teoria dele. E o outro, como que resignado, continuava concordando e sonhando com uma situação melhor. Isso é real. Acontece no mundo todo, apesar do presidente Lula já ter declarado que a economia brasileira está sobre controle, porém nem todos os brasileiros estão. Ora, muitos cidadãos brasileiros sofrem com os estilhaços deixados pela crise, pois trabalham em multinacionais e, assim como essa conversa, são só mais um exemplo ao descaso e ao acaso...Obs: tentativa de crônica ou de representação de um diálogo. Agradeço a colaboração de Alexandre (mesmo sem ele saber que colaborou).

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Liberdade

Perceber aquilo que se tem de bom
no viver é um dom
Daqui não
Eu vivo a vida na ilusão
Entre o chão e os ares
Vou sonhando em outros ares, vou
Fingindo ser o que eu já sou
Fingindo ser o que já sou
Mesmo sem me libertar eu vou
É Deus, parece que vai ser nós dois até o final
Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro
De que vale ser daqui
De que vale ser daqui
Onde a vida é de sonhar?
Liberdade!

(CAMELO, M.)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Uma homenagem à minha terra

É difícil não chamar o lugar onde nasci, cresci, sonhei a minha infância/adolescência inteira com perspectivas de melhorar o mundo (sim, sempre fui idealista), porém é triste, quando se vai embora, voltar poucas vezes àquela que sempre foi o abrigo, o recanto da família, dos amigos, dos conhecidos que, sempre, estão querendo saber como vai a vida e o que vcê anda fazendo! O hábito do 'todo mundo conhece todo mundo' faz parte da vida dessa população.
A sempre pacata São Miguel não muda (?). Faço essa pergunta a mim mesmo ultimamente. A cidadezinha do interior paulista, com seus quase 40 mil habitantes, cresce bem vagarosamente. As pessoas vivem um clima histórico, nostálgico: "Ah, como SMA era bom a uns anos atrás"...Conclui que quem sai daqui quer sempre voltar, nem que seja para uma visita apenas (na maioria dos casos), mas volta! Volta e, quando não encontra tudo no lugar, assusta-se e não reconhece mais o lugar, assim como eu, comentando com um amigo um dia desses em uma das raras ocasiões festivas da cidade: "São Miguel não é mais a mesma".
E as reclamações, também, as mesmas de que em São Miguel não há nada para fazer. É verdade, difícil admitir, mas é verdade. Não há uma diversão pública (às vezes me sinto muito velha de espírito) e quando há, sempre tem algum fato para ser a notícia do dia seguinte, então o que era pra ser bom vira uma fofoca momentânea.
Aqui, o carteiro te encontra no meio da rua e fala: "Tenho uma correspondência pra você aqui, pega!", livrando assim de ter o trabalho de ior até a casa daquela pessoa, prático não?!
Só em São Miguel Arcanjo, que tem gente pescando na Lagoa do Guapé. É só aqui que tem Parque do Zizo, que tem Parque Estadual Carlos Botelho, onde a Mata Atlântica é atração e reserva de ar puro, de natureza genuína. É só aqui que o carnaval de rua movimenta, anima todos os habitantes e vira ocasião de participação ativa da população...é lindo de ver, é uma delícia de participar...É aqui que todo mundo te vigia e "cuida" de você com a desculpa de que te viu crescer e tem consideração pelos seus pais...ai, ai. Isso já causou problemas pra tanta gente, tantas risadas...
Bom, é aqui que o convívio é saboroso e aqui é onde alimento a minha saudade.
Apesar de saber que esse não é mais o meu lugar, tenho a certeza de que é para ele que posso sempre voltar e começar tudo de novo...
Um brinde à São Miguel Arcanjo!

"O lar é onde o coração do homem cria raízes." (Henrik Ibsen)
"O lar não é onde você mora, mas onde as pessoas entendem você (Christian Morgenstern)

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Uma livraria pra chamar de minha

Sempre achei muito legal ir até as livrarias para olhar, bisbilhotar, não precisava comprar livro nenhum, apenas ficar lá flanando por entre as diversas prateleiras de centenas de exemplares. Em todo lugar que eu vou que tem uma livraria procuro fazer isso e se estiver acompanhada de papai é muito mais divertido, pois consigo ficar falando, falando quais livros acho bons sem ao menos ter-los-lido por inteiro. Tá aí um vício: adoro ler a contra-capa, a sinopse da obra...é tão instigante. Dá uma vontade louca de sair comprando e lendo tudo na mesma hora, infelizmente não é o que acontece :S
Outra mania minha é a de simpatizar com os títulos (a minha vontade, no momento, é comprar e ler "Um bestseller pra chamar de Meu", de Marian Key. Tão bonitinho, todo laranja!). Ultimamente, vou a livraria da minha cidade, a única, todos os dias, por uma obrigação de aulas de idiomas, e por um prazer enorme de estudar no meio de tanta cultura, tanta inteligência silenciosa, calada, que permanece ao meu lado e me faz ter uma curiosidade incrível e uma formigação em meus dedos da mão que, quase involuntariamente, aprontam-se para mexer, abrir e investigar os todos poderosos do ambiente: os livros, que ali descansam da euforia dos clientes, pois as aulas são no horário que a livraria já fechou. Mal sabem eles que estou ali eufórica pelas possíveis descobertas!
Fico ouvindo a dona da livraria (minha professora) falar, refletir! Como ela é inteligente, culta, adoravelmente britânica na educação, ah, quero ser um dia assim...
Descobri, também, uma vontade antiga, que estava escondida do lado direito do meu cérebro: o vibrante desejo de possuir uma livraria. Imagina só como seria bom absorver tantas e tantas idéias que existem em uma livraia. Acho que ia ficar dentro dela o dia inteiro e, de forma egoísta, iria abri-la só nos finais de semana, os outros dias ficariam para eu mergulhar em um montão de letras! (ê utopia que não me sai da cabeça....)
ps: O título do texto é um trocadilho, carinhoso, com o livro que citei.
"A literatura nutre o alma e a consola. " ( Voltaire )
"Para fazer literatura você tem de ser terrivelmente sincera. E é incrível: se você atinge a verdade, está fazendo ficção, que é mentira." ( Elvira Vigna )