quarta-feira, 5 de maio de 2010

Expectativa de quarta-feira (5) é a votação de 12 destaques

Depois da aprovação absoluta do projeto de lei da Ficha Limpa, no fim da noite de terça-feira (04), a expectativa se concentra na votação de doze destaques, propostos pelos líderes partidários. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) pretende conhecer as sugestões antes da votação, prevista para o fim do dia. “Estamos em diálogo permanente com os deputados para que a lei aprovada seja a desejada pela sociedade brasileira”, afirmou a diretora da Secretaria Executiva, do MCCE, Jovita José Rosa.

Ainda hoje, o movimento se reúne com alguns senadores que apóiam o projeto, dando continuidade à discussão da matéria para que o Senado vote com rapidez. O MCCE não descarta a chance do projeto ser aprovado e sancionado pelo presidente Lula a tempo de valer para 2010, ou seja até junho. O prazo seria até as convenções partidárias.

Dos 390 deputados que participaram da sessão de ontem, 388 votaram a favor do projeto. Outros 123 parlamentares faltaram à sessão.

Acompanhe abaixo os deputados federais paranaenses que participaram da votação, por estado:


Paraná (PR)
Abelardo Lupion DEM Sim
Alceni Guerra DEM Sim
Alex Canziani PTB Sim
Alfredo Kaefer PSDB Sim
Andre Vargas PT Sim
Assis do Couto PT Sim
Cassio Taniguchi DEM Sim
Cezar Silvestri PPS Sim
Chico da Princesa PR Sim
Dilceu Sperafico PP Sim
Dr. Rosinha PT Sim
Eduardo Sciarra DEM Sim
Giacobo PR Sim
Gustavo Fruet PSDB Sim
Hermes Parcianello PMDB Sim
Luiz Carlos Hauly PSDB Sim
Luiz Carlos Setim DEM Sim
Marcelo Almeida PMDB Sim
Moacir Micheletto PMDB Sim
Nelson Meurer PP Sim
Odílio Balbinotti PMDB Sim
Osmar Serraglio PMDB Sim
Ratinho Junior PSC Sim
Reinhold Stephanes PMDB Sim
Ricardo Barros PP Sim
Rodrigo Rocha Loures PMDB Sim
Takayama PSC Sim
Wilson Picler PDT Sim


Total Paraná: 28


Fonte: Assessoria de Comunicação da SE- MCCE.

sábado, 23 de maio de 2009

Por onde andei

O Ventura esteve abandonado durante esses meses devido a atividades (acadêmicas), mas retorno à ativa naquele que é o instrumento onde desenvolvo meus pensamentos mais intersubjetivos, minhas vivências, minhas paixões, enfim as melhores coisas, pessoas da minha vida. Começo, então, a ser bem específica.
Um semestre se foi. Hora de mudanças! Mudanças de casa, mudanças de hábitos.
Rever os amigos, família..enfim é sempre bom ficar perto das pessoas que precisamos estar próximas durante todo o ano! E o ano? O ano tá correndo para variar, está se fazendo produtivo: aprender com dor (como já diziam os mestres).
As férias? Essas chegam para confortar o cansaço e o stress produzido em seis meses.
Saudade que não passa. Quando não é do pessoal que não vemos a anos, é daqueles que estão em outras cidades, os quais nos aproximamos e não conseguimos mais nos distanciar. Eita coisa inexplicável.
Sem mais!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Influência de Bandeira

.: Estou farta do lirismo comedido. Eu quero uma prosa eloquente, uma poética desconcertante, uma dissertação livre, ardente. :.

Influência de Bandeira

.: Estou farta do lirismo comedido[/i]. Eu quero uma prosa eloquente, uma poética desconcertante, uma dissertação livre, ardente. :.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

A folia termina hoje

“Todo carnaval tem seu fim”, já diz a música. Do Iapoque ao Chuí, o Brasil vive intensamente essa época. Em Salvador, os blocos e trios elétricos movimentam os foliãos, que no ritmo da ‘Ivetinha’ seguem rumo ao Farol da Barra em diante. Mais pra baixo do mapa, no Rio a Marquês de Sapucaí fica enfeitada de alegria, de cor e de luxo (fantasias, alegorias cada vez mais caras!), em São Paulo o sambódromo constrói tradição assim como no Rio e por aí vai...
As praias ficam lotadas de turistas. O tempo é de batuque, de samba e de liberdade. O carnaval é mesmo um período do ano em que as pessoas liberam a energia e despertam o furor do agito em qualquer lugar que seja, até aqueles que não apreciam a “estação do ano” (pois já virou estação..rs) dão um jeito de descansar e curtir de outras maneiras, formas alternativas, eu diria.
No Brasil a impressão é que se tem que as atividades começam após o carnaval, agora é a hora de tudo começar a voltar a normalidade. Acabou a folia, teoricamente.
Mas o trabalho árduo começou nesses dias para aqueles responsáveis pela limpeza e conservação das mais diversas cidades do país. E como trabalham, rápidos e ágeis, merecem todos os parabéns e respeito dos foliões.
Bom, a vida pode começar porque o sonho do carnaval chega ao fim nesse ano de 2009...
"O povo toma pileques de ilusão com futebol e carnaval. São estas as suas duas fontes de sonho." (Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O dom de namorar palavras

Várias idéias organizadas no dead line, mais uma vez. Pensei muito sobre o tema para iniciar a semana, pois durante ela temos uma gama de variedades... Mas aí não teve jeito, continuo na saga da linguagem, afinal é interessante viajar sobre as palavras!A língua portuguesa é composta por cerca de 400 mil palavras. Sim, são infindáveis letras combinadas e carregadas de significado e usadas por nós, às vezes de maneira boa ou ruim, depende do estado de espírito de cada um, aliás, tudo depende... heheheUma questão a se refletir é a de que as palavras conferem status! Não sei se isso é bom, porém acontece. Quantas e quantas vezes vemos algumas pessoas pronunciando sílabas inacabáveis, incomuns e que aos ouvidos soam diferentemente do que o dia-a-dia está habituado.Por exemplo, acobilhar, que diga-se de passagem não é nem reconhecido pelo programa de texto do computador, é o mesmo que acolher, agasalhar. E o mesto? Mesto é aquilo que causa tristeza, nesse caso acho que até combina, porque convenhamos, ô palavra feia, e triste!!! Por aí vai o mar de palavras exóticas, desconhecidas e complicadas, mas que causam na mente das pessoas algo como atração pelo diferente, é como se as palavras agissem feito imã e, ainda por cima, remetem pompa!Qual é a relevância de saber palavras difíceis?! Pode até ser bonito, elegante, mas e daí?! Na maioria das vezes parece prolixo, as situações devem ser representadas, reportadas de maneira mais simples possível, pois assim atinge um maior número de pessoas compreendendo diversos assuntos. Parece tão mais solidário, não acha?!Outro fato importante é a capacidade de admirar e repugnar palavras. Isso é incrível! Os “palavrões” são chamados palavrões, mas não são palavras metricamente grandes. É ilógico como as palavras podem admitir tantos sentidos, conotativos, denotativos, ambíguos e assim sucessivamente. No meu caso, odeio aquela palavrinha chula de apoio: car@#$%lho, é horrível! Confesso ter um enorme pudor sobre ela, mas enfim tem gente que gosta...de falar!E há o contrário: amor, saudade, imensurável, benevolente, entre outras lindas! Repara a sonoridade, o arranjo de letras, é quase uma melodia lexical. A semiótica, a semântica é um verdadeiro luxo, sob esse aspecto. O que seria dos grandes poetas sem essa mistura redonda de letras?!
E em relação a isso, encontrei um artigo no blog chamado“Logopéia” ( o link está no final da matéria) muito interessante que fala sobre a “Luta Social das Palavras”, um verdadeiro movimento para entender o que as palavras significam “porque as coisas em si não significam nada”. Isso é o que há de inovador e verdadeiro! Excelente abordagem de idéia!Bom, a verdade é que as palavras são com as pessoas. Ou você as ama e as usa ou as odeia e nem as mentaliza! Sem mais...
http://logopeia.wordpress.com/2008/02/22/luta-social-pelo-significado-das-palavras/

A deficiente idéia da estigmatização

“Oe, oe, oe, eu sou mais indie que vocêOe, oe, oe, eu sou o King dos blasês...”. Há dias, vi uma matéria em um caderno especializado do jornal Folha de S. Paulo, de 2006 (peço desculpas pela imprecisão) sob o título “Indies”, contendo cinco passos designados como se fossem instruções para se qualificar um(a) indie.Mas, partindo-se do princípio, o que é indie?
Segundo “Indie Blog”, disponível em http://indieposts.blogspot.com/2007/10/cultura-indie.html, o conceito surge na década de 50 nos EUA, para identificar bandas independentes: “Com o tempo foram abreviados para Indie, que agora não se refere só a musica, mas a um estilo de vida que engloba música, moda, comportamento, mito e lugar”.
Mas de onde surge tanta estigmatização? Os estereótipos cansam demais. As “modinhas” são clichês e surgem em uma sociedade que, teoricamente, é plural, onde as culturas divergem e, ao mesmo tempo, fundem-se. Então, questiona-se sobre os preconceitos, que diante dessas “modinhas” tornam-se, cada vez mais, evidentes e mesquinhos, quando a maior preocupação é o porquê buscar certos modelos de vestimenta, estilos, gostos, que a princípio não são nada originais, nem criativos.
Seria dogmático falar em criatividade, que é uma idéia ampla, dependente da individualidade de cada indivíduo, por isso não amplifico a discussão, já que meu objetivo não é esse. O assunto pode ser visto de diversas maneiras sob diferentes aspectos, por isso o critério não é “detonar” um estilo ou discorrer sobre ele, mas sim mostrar como um exemplo rende pano pra manga, podendo servir de base para mais uma reflexão, contraditória, talvez.
O fato é que muita gente pode ter traços da personalidade qualificadas como características que referenciam os indies (não sei por quem e nem por quê), mas nem por isso serem “indies”, é compreensível?! Afinal, já afirmava o jamaicano Stuart Hall, como a identidade de cada um é fragmentada.
No entanto, percebe-se na mídia uma influência contrária a fragmentação. Por exemplo, a abordagem simplista sobre os “indies” feita pelo jornal Folha de S. Paulo, que sugere, pelo menos a mim quando li, uma tipificação dos indivíduos. Quer dizer que agora há passos básicos para se transformar em algo pré-determinado de maneira a se inserir e adequar-se em grupos na sociedade. É, realmente, uma forma de adequação? Não sei. São outros devaneios que vão longe, bem longe.
Logo, não sei o que pensar sobre essas questões. O quanto a estigmatização pode ser grotesca, porém, ao mesmo tempo, o quanto ela se espalha e se torna aceitável entre as pessoas.Caramba! Para quê tanta luta e discussão sobre a preservação das diferenças? Parece tão mais fácil concordar com uma serialização, tão mais cômodo amplificar um conceito e deixá-lo tão efêmero...Aí começa outra viagem.

Para finalizar, a questão não é se ser indie é bom ou ruim. Na verdade, os indies são um exemplo do que está acontecendo com a repercussão das “modinhas” através da deturpação de certos conceitos, palavras, durante as últimas décadas, pelas pessoas, pelos veículos midiáticos, enfim.A crítica às “modinhas” (e isso não é pejorativo) é baseada na esperança de um estímulo para uma influência consciente dessa gama de “novidades” que ascendem, e não uma mera injeção da contemporaneidade, que se prolifera como um vírus e vicia como uma droga.
“Confrontar é sempre mais eficiente”, já dizia Nilson Lage, em seu livro “O Texto da Reportagem”. Sem mais.